quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Estou me perdendo...

Estou perdendo a escrita. Vejo, aos poucos, as palavras me escapando do formato. Perco os argumentos, os artifícios, as ideias. Restam alguns conjuntos repetitivos de obrigações, quando o teclado me chama os dedos e, automático, escreve algo por mim.
Falo da vida como se fosse um verbo no passado, alguma coisa que costumava ser e hoje só me lembro. Falta tempo, faltam laços e sobra essa mania de descrever o sentimento dos outros que não sabem dizer. Sobrevivo das lembranças, tão alheias e mais coloridas do que eram realmente, quando chamadas de presente. O que houve com o tempo de ser fútil? Cadê a leveza da sobra de tempo pra dormir depois do almoço? Tenho ficado velha e irritável, falta a paciência.
Tenho fugido de papel e caneta. Escrever torna tudo real. Fico fugindo dos fatos, do futuro, dessas afirmações que são lógicas, mas injustas. A morte é muito injusta. As pessoas saindo de nossas vidas sem possibilidade de lutar contra, é injusto.
Esse não é um bloqueio comum de criatividade. Tem dores que não devem ser verbalizadas. Tem dias que não devem ser escritos.

Tem alguém lendo?

2 comentários:

Márcia Souza disse...

EUuuuuuuuuuuuuuuuuu :P

Milena disse...

Escrever as vezes alivia um pouco, mais a maoria das vezes me deixa pior, pq expresso sentimentos que escondo até de mim. Beijos